ONU apoia oficina no Espírito Santo para capacitar jovens na prevenção ao HIV

     

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil apoiou oficina realizada na semana passada (19 e 21) em Anchieta, no Espírito Santo, com o objetivo de qualificar e capacitar jovens entre 18 e 26 anos para atuarem como multiplicadores em ações de prevenção ao HIV em seus estados.

O foco da oficina foram especialmente jovens de populações-chave — gays, homens que fazem sexo com outros homens, trabalhadores do sexo, pessoas trans, pessoas que usam álcool ou outras drogas e população privada de liberdade.

A iniciativa foi promovida pelo Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) do Ministério da Saúde.

Depois de passar pelas regiões Sul e Norte, o evento aconteceu pela primeira vez na região Sudeste, com jovens do Espírito Santo e de Minas Gerais.

Entre os assuntos debatidos foram o atual cenário epidemiológico do HIV e a resposta à epidemia, com foco na prevenção combinada; os direitos das pessoas que vivem com HIV, com ênfase nas questões referentes ao estigma, discriminação e preconceito; e a elaboração de uma agenda de intervenção local para desenvolvimento de ações de prevenção combinada em São Paulo e Minas Gerais.

Prevenção Combinada

A prevenção combinada do HIV busca ampliar a gama de opções que os indivíduos possuem para a prevenção contra o vírus e oferecer mais alternativas cientificamente eficazes, por meio da combinação de novas estratégias comportamentais e biomédicas baseadas em direitos humanos e informadas por evidências.

A prevenção combinada engloba, além do uso do preservativo, o tratamento como prevenção, a Profilaxia Pós-exposição (PEP) e a Profilaxia Pré-exposição (PrEP) (saiba mais sobre a prevenção combinada aqui).

“A epidemia tem crescido entre jovens no Brasil. Ações de formação como essa oficina representam uma estratégia fundamental para a disseminação de informações corretas e em linguagem adequada sobre HIV para o(a)s jovens a partir de uma abordagem de educação de pares”, afirma Cleiton Euzébio de Lima, assessor de mobilização social e trabalho em rede do UNAIDS Brasil, que conduziu o debate sobre estigma e discriminação no acesso à serviços de saúde e apresentou a Agenda para #ZeroDiscriminação em serviços de saúde do UNAIDS.

Entre as oficinas previstas, duas já foram realizadas, na região Sul e na região Norte. Serão realizadas ainda outras duas oficinas na região Nordeste, mais uma no Sudeste e no Centro-Oeste.

Fonte: ONU Brasil
Imagem: ONU

0 Comentários