Laboratório Herbert de Souza – Tecnologia e Cidadania

I. Objetivo
O Laboratório Herbert de Souza – Tecnologia e Cidadania – Laboratório Betinho, foi criado em 2009 em parceria com a COPPE e apoio da Fundação Banco do Brasil, de Furnas e do Ministério da Ciência e Tecnologia. A partir da experiência acumulada pelo COEP – Rede Nacional de Mobilização Social, ao longo de sua trajetória voltada à mobilização social e ao desenvolvimento de comunidades, o Laboratório Betinho pretende aprimorar estratégias metodológicas articulando desenvolvimento tecnológico e inovação social e contribuir para a geração de conhecimento na área.

II- Criação de metodologias e tecnologias sociais
Dentre os principais resultados do Laboratório Betinho está o aprimoramento de metodologias e tecnologias sociais de desenvolvimento comunitário, resultado do trabalho feito pelo COEP há mais de 20 anos em comunidades vulneráveis do semiárido nordestino, por meio do Programa Comunidades Semiárido – PCSA. O Programa atua hoje em 100 comunidades, sobretudo com jovens lideranças, nos seguintes eixos: fortalecimento da organização comunitária; implantação de técnicas de produção; capacitação, direitos e cidadania.

III – Extensão Universitária
Em parceria com a Escola de Gastronomia da UFRJ, o Laboratório desenvolve o projeto de extensão “Rede de Saberes”, com o objetivo de criar um canal de encontro e intercâmbio entre os saberes tradicionais acumulados nas comunidades e os saberes científicos produzidos na Universidade. A via principal de registro, compartilhamento e geração de técnicas, tecnologias, estratégias e soluções é um aplicativo para aparelhos móveis conectados à internet. O conteúdo está relacionado a uma ampla gama de temas envolvendo desde técnicas de manejo agrícolas, conservação ambiental, desenvolvimento de equipamentos úteis às atividades produtivas, conhecimentos em informática e tecnologia até metodologias de mobilização e organização comunitárias. O processo irá resultar no registro e conservação de saberes populares e na criação de acesso dos comunitários aos conhecimentos acadêmicos.
Os alunos bolsistas, de diferentes cursos, formando um grupo multidisciplinar, desenvolvem a ação no âmbito da Rede de Comunidades do Semiárido, formada por cerca de 90 comunidades rurais do Semiárido nos estados de AL, SE, CE, PB, PE, PI, RN.

IV – Atuação Internacional
Desde 2001 o COEP atua com redes internacionais e de universidades na busca de parcerias para a criação de metodologias de projetos de desenvolvimento comunitário. Em 2013 o Laboratório Betinho liderou a criação da BFN – Better Futures Network – uma rede de universidades junto com outros paises – Uganda, Estados Unidos, Argentina, Canadá, Guiana, África do Sul, para a troca de conhecimento e desenvolvimento de estratégias de cooperação e ação conjunta entre as comunidades, universidades, instituições de pesquisa e seus parceiros. Um dos desdobramentos dessa Rede foi a criação, em 2015, e um grupo para discutir ações em CBR ( Community Based Research), no qual o Laboratório participa para a construção de um consórcio internacional de Universidades e organizações da sociedade civil para a criação de metodologias para fortalecimento e ampliação das capacidades de comunidades para desenvolverem pesquisas em seus próprios territórios.

IV – Mudanças Climáticas
O Grupo de Trabalho Mudanças Climáticas, Pobreza e Desigualdades (GT MC&Pobreza), foi criado pelo COEP , numa atuação do Laboratório Betinho, em 2009, no âmbito do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas com o objetivo de trazer para o debate das mudanças climáticas, até então extremamente técnico, o impacto social da vulnerabilidade climática, principalmente em populações vulneráveis. O GT, composto por diversas organizações da sociedade civil e movimentos sociais, realizou pesquisas, estudos, seminários, capacitações para a rede, além de incidir politicamente em eventos internacionais. Foram alcançados resultados importantes, culminando em 2015, com o lançamento pelo MMA do Plano Nacional de Adaptação, construído com relevante contribuição do GT.

V – Inclusão de pessoas com deficiência
Numa parceria da COPPE, por meio da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares e do Laboratório Herbert de Souza – Tecnologia e Cidadania, e a Fundação COPPETEC, foi criado o Programa Coppe Inclusão, que tem como objetivo contribuir para que pessoas com deficiência tenham acesso ao trabalho na área tecnológica com qualidade, visando à promoção da acessibilidade nos prédios, laboratórios e salas de aula da instituição a fim de garantir o acesso livre a todos os alunos, trabalhadores e visitantes.

VI – Capacitação
Com o objetivo de incentivar o debate sobre temas de relevância nacional considerando os três eixos de atuação das redes e facilitar a prática de qualificação cidadã, em 2015 foi ampliado o espaço virtual de encontro da Rede Mobilizadores e implantado o Programa de Educação à Distância – EAD, que acontece por meio de fóruns, oficinas, cursos, enquetes, entrevistas, noticias, serviços e oportunidades. Dentre os cursos oferecidos na plataforma, foi oferecido curso “Convivendo com pessoas com deficiência no ambiente de trabalho “, para servidores e alunos da Universidade, em parceria com o Fórum de Acessibilidade da UFRJ, a Coppe e a Agência de Inovação da UFRJ.